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domingo, 23 de setembro de 2012

Chegando no Vento


Nesse momento, penso em você
e então quisera me transformar 
em vento

E se assim fosse,
chegaria agora
como brisa fresca
e tocaria de leve sua janela

Se você me escuta
e me permite entrar,
em você vou me enroscar
quase sem o tocar

Vou roçar nos seus cabelos
soprar de mansinho no ouvido
beijar sua boca macia
o embalar no meu carinho

Mas eu não sou vento...
Agora sou só pensamento
e estou pensado em você

E se abrir sua janela
eu estou chegando aí,
agora... nesse momento,
em pensamento... no vento...

domingo, 12 de agosto de 2012

FRANCISCO, MEU MODELO





Meu avô, Francisco, do qual sinto muito orgulho de tê-lo como avô é a figura de pai que tenho, não porque não tenha tido um pai, mas, porque ele me deixou exemplos que marcaram muito e contribuíram para a formação do meu caráter. Francisco vive em mim, carrego o sobrenome que ele me emprestou, com orgulho, com muito orgulho.

Homem simples e sábio, homem que amou a natureza respeitando-a e tratando-a como seu semelhante.

Homem que dialogou comigo de maneira a me permitir as melhores vivências e descobertas subjetivas que tanto me ajudaram a ler o melhor livro da vida no qual nos encontramos todos nós.

Homem que foi cúmplice de ideias, de inteligência ímpar e sensível, que soube voar alto e mergulhar na profundidade de grandes pensamentos.

Homem que sempre esteve com a mão estendida para o amor e que deixou lições tatuadas em minha alma com sua delicadeza de gestos humanos, capazes de ensurdecer o grito das palavras vazias de sentimentos.

Homem que me deu valores capazes de ensinar-me a amar a natureza que, além de tudo, me dá a o crepúsculo, as estrelas e as noites de luar que enchem minha vida de encantamento, essas belezas fazem que como fogo, o amor me queime e me faça renascer sempre mais forte.

Francisco, meu “Chicão”, no brilho das estrelas de cada noite, na luz do luar que tanto encantamento me proporciona, ou mesmo, a cesta de frutas sobre a mesa, um chá, uma caminhada pelo campo, um buquê de flores, um copo de suco, a sombra generosa de uma árvore, o frescor da mata, a silhueta de um vegetal, a paisagem, enfim, todas essas provas e sinais do verde que nos mantém vivos, fazem que com que você esteja comigo todos os dias.

Te amo muito, sempre!

quarta-feira, 13 de junho de 2012

VIVA SANTO ANTÔNIO!




Que seria de mim meu Deus
Sem a fé em Antônio
A luz desceu do céu
Clareando o encanto
Da espada espelhada em Deus
Viva viva meu santo

Saúde que foge
Volta por outro caminho
Amor que se perde
Nasce outro no ninho
Maldade que vem e vai
Vira flor na alegria
Trezena de julho
É tempo sagrado
Na minha Bahia

Antônio querido
Preciso do seu carinho
Se ando perdido
Mostre-me novo caminho
Nas tuas pegadas claras
Trilho o meu destino
Estou nos teus braços
Como se fosse
Deus menino



Dedicado a D. Cida que sempre me contagiou com sua FÉ e DEVOÇÃO! 


domingo, 13 de maio de 2012

Eterna Aprendiz


Até os meus dezoito anos, conheci o que significava a felicidade. 
Tive a boa fortuna de amar e conviver com uma pessoa maravilhosa. Bem quisera escrever mais sobre isso, porém é de amor que se trata e o amor é a mais bela de todas as frustrações, pois está acima do que se pode exprimir.
Na convivência diária, não cessava de apreciar através de seu comportamento de exemplos, a profundidade e a beleza do caráter da figura extraordinária que foi a mulher a quem tive a dádiva de poder chamar de Mãe.
Até quando a observava caminhar com ar tão simples, refinado e digno, a sua figura ereta, os lindos cabelos mostrando seus fios de ouro penteados caprichosamente, desabava sobre mim uma onda de amor, admiração, orgulho por tudo o que essa mulher significava e continua a significar para mim...
Ainda hoje, essa simples lembrança, me faz sentir um aperto na garganta e amplia meu coração!
Mãe, serei sempre uma eterna aprendiz do teu amor!

Fácil a gente ter mãe



Fácil a gente ter Mãe
nem todos percebem que a tem,
mas só de saber que ela existe,
que podemos encontrá-la a hora que desejarmos
que seus olhos sorrirão cheios de amor e bondade
ao ver nossa aflição;
que ao seu lado - ela que é frágil
confiantes no futuro 
o coração tão seguro
e o mundo todo tão bom
como se fosse verdade
só isto vale ter Mãe
e é uma felicidade.

Fácil a gente ter Mãe,
- quase toda gente tem -
Mãe é uma coisa tão bela!
Pena é ver que há pelo mundo 
os que só sabem que há Mãe
porque ouviram falar nela,
só a conhecem de nome, 
às vezes, nem isso,
Mãe é uma simples palavra
como uma nuvem ao vento,
um vazio pensamento.

Fácil a gente ter Mãe,
muitos nem percebem que têm,
todos os dias ao seu lado
quando se tem certeza 
e se sabe onde ela está
para dividir com ela
uma alegria, um revés,
que basta só querer vê-la
assim, é fácil ter Mãe.

Difícil, sim, é perdê-la
é ter que aceitar a ideia
de que no lugar de sempre
ela já não se encontra mais;
não adianta abrir a porta,
não passeia mais na varanda;
a cadeira está vazia,
na cama não há ninguém;
e aquela voz, aquela voz que nos confortava
que nos dava tanta paz,
que era um bem que não tem preço,
que era o nosso maior bem;
não ouviremos mais, calou-se
é que ela mudou-se para um plano superior.

Como é difícil perdê-la
procurar e não encontrá-la
não poder sentar-se ao seu lado
passearmos na varanda
vê-la no quarto ou na sala
que partiu sem ter volta
que pra nós, nunca mais volta
e, indefesos, sozinhos
termos que aceitar a sorte
por desolados caminhos
inconformados com a morte
perdidos, sem o seu carinho.

Fácil é a gente ter Mãe,
Mãe é assim como uma estrela
estrela guia que a gente traz dentro de nós guardada;
difícil sim, é perdê-la
como uma estrela-cadente
que de repente se apaga...

E eu, meu Deus, a perdi...