Ler é colher: e, mais ainda, é reorganizar cognitivamente o mundo. Meditemos sobre o significado deste inequívoco fato: LER É VERBO. E verbo designa ação. Pensar, por exemplo.
domingo, 7 de agosto de 2011
HIROSHIMA, NUNCA MAIS!
Hiroshima, meu amor...
Hiroshima foi a dor
Hiroshima aconteceu
E jamais se esqueceu
Na madrugada do dia triste
O caos desceu à Terra
Foi a guerra pior que a guerra
Violência, sacrifício, dor
Pânico, destruição e pó
A poeira letal, mortífera
Espalhou-se pelo mundo inteiro
E hoje ainda paira nos espaços e nas pessoas
A lembrar o hediondo sacrifício
Em nome da paz
Aos homens, que à cada dia vivem mais inseguros
Aperfeiçoando máquinas diabólicas
Sempre à espera de alguém
Alguém que até por engano
Puxe o gatilho fatal
Hiroshima, meu amor
Há muitos anos que te vais
Mas em nome do Amor Universal
Em nome da Paz
Hiroshima, nunca mais!
quarta-feira, 20 de julho de 2011
A TODOS OS AMIGOS
Amizade (do latim amicus; amigo, que possivelmente se derivou de amore; amar, ainda que se diga também que a palavra provém do grego) é uma relação afetiva, a princípio sem características romântico-sexuais, entre duas pessoas. Em sentido amplo, é um relacionamento humano que envolve o conhecimento mútuo e a afeição, além de lealdade ao ponto do altruísmo.
Qualquer um que já foi capaz de amar alguém na vida, já teve um amigo!
A amizade é a base de todo e qualquer relacionamento. E qual é a base da amizade? Ah, nada além da confiança, do carinho e do respeito!
É impossível imaginar uma vida feliz sem um amigo... 'Não conseguiria imaginar minha vida sem a presença de meus amigos'. clichê? É, pode até ser, mas se você tem um amigo, não há frase melhor pra descrever o que sente por ele!
Eu posso dizer que sou feliz, por todos os seres maravilhosos que me consideram uma amiga. E digo mais, serei eternamente grata por receber título tão honroso, tão importante e que guardarei os amigos na parede da memória e no relicário do coração pelo resto da vida.
Este post é dedicado a todos os meus queridíssimos amigos que sabem bem quem são, dispensando assim a citação de todos os nomes...
Amo todos vocês!
sexta-feira, 24 de junho de 2011
É NOITE DE SÃO JOÃO!
"Este ano, como todo ano / Uma vez por ano /
Tem quadrilha no arraial / E este ano, como sempre, /
Salvo chuva e salvo engano, / A satisfação é geral" (Chico Buarque)
Quadrilha, comidas de milho, forró, fogos de artifício, simpatias, tempo ameno e diversão. Assim é o São João. Preparar a fogueira para uma festa colorida, enfeitada e alegre. Esperada por mim e executada por minha mãe em tempos felizes. Uma festa para render homenagens a três santos, Santo Antônio, o casamenteiro, 13 de junho; São João, 24 de junho; e São Pedro, 29 de junho, que garante a chuva que cai ao longo do mês e encerra o ciclo.
O que mais me agradava eram as comemorações simples, a rua toda enfeitada, o forró pé-de-serra, os casais dançando, o milho assado na hora, a batata doce assada na fogueira e as pessoas sentadas perto dela, contando histórias. E na hora de dançar a quadrilha, nada de apresentação de gala, de concurso, e sim a pura diversão. As comidas com fartura regadas com quentão, pipoca, maçã do amor, as pessoas se reuniam para ver os fogos enfeitarem o céu e tínhamos uma confraternização em pleno meio do ano (quanta saudade!).
O que mais me agradava e que posso trazer para os dias de hoje são as músicas. As instrumentais, ótimas para dançar quadrilha, as do nosso Gonzagão e as cantigas populares, bem humoradas: "Com a filha de João/ Antônio ia se casar/ Mas Pedro fugiu com a noiva/ Na hora de ir pro altar" (Benedito Lacerda e Oswaldo Santiago) ou "Eu pedi numa oração/ Ao querido São João/ Que me desse um matrimônio/ São João disse que não/ São João disse que não/ Isto é lá com Santo Antônio" (Lamartine Babo).
E ainda as que traduzem a beleza da festa: "Chegou a hora da fogueira/ É noite de S. João/ O céu fica todo iluminado/ Fica todo estrelado/ Pintadinho de balão" (Lamartine Babo), "Pula a fogueira Iaiá/ Pula a fogueira Ioiô/ Cuidado para não se queimar/ Olha que a fogueira/ Já queimou o meu amor" (João B. Filho), "O balão vai subindo/ Vem caindo a garoa/ O céu é tão lindo/ E a noite é tão boa/ São João, São João/ Acende a fogueira/ No meu coração" (Carlos Braga e Alberto Ribeiro).
Como as marchinhas de carnaval, essas cantigas juninas já não seduzem os compositores de forró. Muitos deles preferem aderir à moda eletrônica e transformam o São João numa festa de grande estrutura sim, mas de pouco romantismo. Ainda bem que as músicas, boas ou ruins, permanecem. Particularmente, escolho as que mais me encantam e deixo que a fogueira continue acesa dentro do meu coração iluminando minhas recordações!
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